Síndrome do pânico: o que é, sintomas diários e como tratar

O transtorno do pânico, chamado por muitos de síndrome do pânico, é um dos problemas de saúde emocional mais comuns atualmente nos consultórios de psicologia.

De forma simplificada, este distúrbio se caracteriza pela repetição frequente de crises de ansiedade, onde os sintomas são intensos, chegando a ser incapacitantes.

Segundo o último estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), transtornos relacionados à ansiedade atingem quase 10% das pessoas que vivem no Brasil e, junto com a depressão, são uma das principais causas de afastamento do trabalho.

O que causa a síndrome do pânico?

Assim como tantas outras questões de ordem emocional, o transtorno do pânico é resultante de uma soma de fatores que afetam o dia a dia, qualidade de vida e, consequentemente, a condição emocional dos indivíduos.

Geralmente, esses efeitos negativos vão se acumulando e a crise de pânico ocorre quando a pessoa chega ao limite do desgaste psicológico. Esse gatilho pode estar associado a circunstâncias como crise financeira, rompimento familiar, perda de pessoas queridas, experiências traumáticas, entre outros. Além disso, histórico familiar de transtorno de ansiedade também torna o indivíduo mais suscetível.

Como é uma crise de pânico?

Além do aspecto emocional, o transtorno do pânico envolve reações bioquímicas. Naturalmente, o cérebro libera adrenalina diante de situações de perigo, pois é esse hormônio que nos prepara para a fuga. No entanto, quando alguém sofre de ansiedade extrema, que é a síndrome do pânico, esse mecanismo pode disparar a qualquer momento, mesmo que não haja uma ameaça real. 

Geralmente, ocorrem pelo menos três sintomas ao mesmo tempo, sendo os principais:

  • Dor no peito;
  • Coração acelerado;
  • Falta de ar;
  • Tremores;
  • Suor excessivo;
  • Boca seca;
  • Respiração ofegante;
  • Palidez;
  • Tontura;
  • Náuseas;
  • Calafrios;
  • Angústia;
  • Desmaios;
  • Sensação de risco iminente de morte.

Tratamento para síndrome do pânico

Além do diagnóstico correto, o tratamento requer acompanhamento de um médico psiquiatra, que é o profissional indicado para prescrever alguma medicação, quando for o caso.

Outra vertente é a psicoterapia, pois através da orientação do psicólogo, a pessoa poderá conhecer melhor a si mesmo, identificar o que desencadeia as crises e buscar caminhos para vencer esse problema e recuperar a sensação de segurança e qualidade de vida.Esse cuidado deve ser personalizado, por isso cada atendimento é único. Vale lembrar que vencer um problema emocional como esse nem sempre significa eliminá-lo por inteiro, mas sim aprender a conviver com ele sem ter sua rotina, vida social e relacionamentos prejudicados. Ou seja: recuperar o equilíbrio.

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